Educação e Tecnologia – Incentivando crianças a programar

Por Cesar Brod

Data de Publicação: 08 de Outubro de 2013

Os leitores de minha coluna sabem que meu novo livro Aprenda a Programar – a arte de ensinar o computador está saindo do forno da Novatec Editora. O livro tem um elegantíssimo prefácio do Rubens Queiroz de Almeida e é dedicado a todos os meus professores, em especial ao Rocco Lence, meu professor de Física no Colégio Lavoisier.

Enquanto eu revisava a versão que ia para a gráfica e chegava a um acordo sobre a capa, li um artigo da Nicole C. Engard  para o portal OpenSource.com, de 28 de setembro de 2013. A autora gentilmente permitiu que eu o traduzisse e aí está ele!

Código aberto incentiva crianças a programar

Na OSCON deste ano, Regina ten Bruggencate e Kim Spiritus ministraram uma palestra chamada “Como levar mais crianças a programar”. Cheguei atrasada (eu estava na fila onde aguardava pelo livro autografado de Jono Bacon, The Art of Community. Perdi o começo da palestra mas cheguei a tempo de assistir uma demonstração do Scratch  – um site onde as crianças podem brincar com pequenos jogos (disponíveis em 40 idiomas) e clicar em um botão “Ver interior” para desvendar o código do programa de maneira amigável. Esta é uma excelente forma de fazer com que as crianças não apenas aprendam a programar, mas também passem a conhecer os conceitos de compartilhamento de conhecimento.

O projeto apresentado a seguir foi o Alicefocado em crianças a partir de oito anos. O site usa o método de “contação de histórias” para a aprendizagem da programação. Por alguma razão, os meninos parecem não gostar muito do Alice (não é conhecido o porquê disso, já que eles podem usar alienígenas e espaçonaves em suas histórias). Com o Alice, você pode arrastar objetos para o seu cenário e, a partir daí, atribuir propriedades a eles. Uma vez que você tem seu cenário montado você pode editar o código clicando em seu objeto (seu alienígena, por exemplo). Mas a tela de edição de código não possui uma visualização com a qual os programadores estão acostumados – em vez disso, ela é amigável para as crianças, oferecendo a elas menus com listas de ações.

Greenfoot  destina-se a crianças um pouco mais velhas, a partir de 12 anos, mas funciona de forma similar ao Alice. O seu editor de código exibe o programa em Java com codificação em cores (ao contrário das outras ferramentas que exibem o código em blocos de fácil utilização). Na verdade, o Greenfoot é apenas uma interface visual para o BlueJ.

Outra opção é o Mindstorms, um passo-a-passo que permite a criação de um robô e a programação de seu cérebro. Mindstorms é ótimo para crianças com oito anos ou mais.

O projeto Sagan, em código aberto, simula a sonda Mars rover da NASA. Ele inclui três cenários marcianos e você pode programar a sua sonda para mover-se neles. O projeto fornece ferramentas de conversão para que você carregue seus programas em um robô Mindstorms (e outros) de verdade.

Arduino é fantástico para ensinar programação e eletrônica para crianças (mas não só para crianças!).

Raspberry Pi é um computador com memória de estado sólido (Flash Drive) capaz de rodar qualquer distribuição Linux. Ele tem duas portas USB (tipicamente usadas para o teclado e mouse), uma porta Ethernet e uma conexão para a sua TV. Esta é uma boa maneira de permitir aos pequenos observar o computador por dentro e trabalhar com ele escrevendo programas. Algumas pessoas, de fato, usam o Raspberry Pi como uma central de mídia.

Além de ferramentas, há também eventos de programação específicos para crianças. O Devoxx 4 Kids é um evento de um dia, com uma palestra na parte da manhã e várias atividades que acontecem, paralelamente, durante o dia. Durante o evento, as crianças aprendem sobre todas as ferramentas listadas acima. Os palestrantes são profissionais de tecnologia como nós, que desejam trazer as crianças para o universo da programação. O primeiro evento deste tipo aconteceu na Holanda e teve sua lotação esgotada em apenas duas horas após o seu anúncio.

Outra iniciativa é o First Lego League, um projeto de robótica para crianças. Elas devem criar um robô Lego Mindstorms a partir do zero e compartilhar as suas soluções com outras equipes (um ambiente bastante aberto). O evento também promove competições, mas as equipes não são obrigadas a participar delas.

As feiras Maker Faire acontecem em todo o mundo. Nelas as crianças podem expor suas criações em um local para o compartilhamento do amor pela ciência e pela construção de coisas de todo o tipo.

Para as meninas, a Holanda tem um programa chamado VHTO. Nele, as gurias participam de eventos que auxiliam na descoberta de seus talentos tecnológicos. O VHTO também possui um programa chamado “Mirror Image” que apresenta mulheres em vários campos da tecnologia nos quais as meninas são incentivadas a participar. Caso desejem, as meninas podem aprofundar-se mais nas áreas técnicas de sua escolha e visitar empresas para sentir como é trabalhar em determinadas áreas da tecnologia.

Este texto da Nicole foi publicado pela primeira vez em What I Learned Today e é reproduzido aqui sob a mesma licença Creative Commons do original.

Leia mais:

Educação e Tecnologia – A arte de ensinar ao computador

Data: out. 2013
Fonte: dicas-l.com.br

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